Mundo
Guerra na Ucrânia
Câmara dos Representantes dos EUA aprova novas sanções contra a Rússia
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei abrangente sobre sanções e tarifas destinado a aumentar a pressão económica sobre a Rússia devido à sua invasão da Ucrânia, quase um ano e meio após a sua apresentação pelo falecido senador Lindsey Graham.
O texto, que já tinha sido aprovado pelo Senado, conta com o apoio de Donald Trump. O projeto, agora denominado "Lei Lindsey O. Graham
de Sanções à Rússia e ao Irão de 2026" em homenagem ao republicano da
Carolina do Sul, foi aprovado pelo Senado no mês passado.
O projeto de lei — que prevê, pela primeira vez do lado americano, medidas contra a "frota fantasma" da Rússia — foi aprovado por 262 votos a 159 e representa a primeira ação significativa do Congresso dos EUA contra Moscovo desde o regresso do presidente republicano ao poder.
A legislação tem como alvo os setores da energia e da defesa da Rússia, bem como a sua "frota fantasma" de navios-tanque que contornam as sanções existentes, visando privar Moscovo de recursos utilizados para financiar a guerra contra a Ucrânia.
A proposta enfrentou resistência por também autorizar Trump a impor tarifas elevadas, até 100 por cento, sobre a China, a Índia e outros países para reduzir a sua dependência em relação ao petróleo e gás russos, além de alargar as sanções contra o Irão.Esta é a legislação mais significativa relacionada com a Ucrânia aprovada pelo Congresso desde que Trump regressou à Casa Branca e os republicanos assumiram o controlo de ambas as câmaras, em janeiro de 2025.
A lei proposta por Graham foi aprovada no Senado no mês passado, por 86 votos a 11 e com forte apoio bipartidário, depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se ter reunido com os legisladores para defender a sua aprovação e ter tomado a atitude invulgar de acompanhar uma votação processual a partir de um lugar no plenário.
O projeto enfrentou uma oposição considerável desde que Graham e dezenas de outros senadores o apresentaram, em abril de 2025. Trump demorou até julho de 2026 — dias antes da morte súbita de Graham, a 11 de julho — para permitir que os líderes republicanos do Congresso agendassem a votação.
"Isto significa muito para mim e significou muito para Lindsey", disse a senadora republicana Darline Graham — que assumiu o lugar do seu falecido irmão — numa conferência de imprensa após a votação.A Rússia iniciou a sua invasão em larga escala da Ucrânia em Fevereiro de 2022 e, desde então, os dois lados têm travado a guerra mais mortífera na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A medida visa também os setores russos da energia e da defesa, além de atingir o presidente russo, Vladimir Putin, e outras autoridades de alto nível.
Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem preferido, de um modo geral, manter o controlo sobre as tarifas e as sanções — ferramentas centrais da sua política externa — em vez de trabalhar com o Congresso na elaboração de leis.
O texto confere ao presidente norte-americano, o poder de impor tarifas alfandegárias até 100% sobre os cinco principais países importadores de gás e petróleo russos, incluindo a China e a Índia — uma disposição que poderia travar a aprovação da matéria.
Para os defensores do texto, o endurecimento das sanções contra a Rússia e os seus aliados — mesmo os indiretos — é necessário numa altura em que Moscovo intensifica os ataques contra a Ucrânia.
O projeto enfrentou a oposição dos democratas da Câmara, que alegaram que a medida concede a Trump poderes tarifários excessivos, que poderia utilizar contra os aliados dos EUA. Argumentam que Trump já possui a autoridade necessária para impor sanções à Rússia, mas optou por não o fazer.
Afirmam ainda que o projeto facilita demasiado a Trump evitar a imposição de sanções, bastando declarar que tal medida não serve o interesse nacional — um poder presidencial muito mais amplo do que o previsto na maioria das leis sobre sanções.
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que a legislação continha tantas lacunas que as sanções capazes de prejudicar a Rússia poderiam acabar por não ser aplicadas.
Alguns republicanos estavam preocupados com a repercussão política negativa das novas tarifas e do possível aumento dos preços no consumidor antes das eleições intercalares de novembro, nas quais as sondagens mostram o partido a enfrentar dificuldades para manter o controlo da Câmara.
No entanto, os defensores da medida afirmaram que o projeto de lei — uma iniciativa legislativa rara a ser aprovada com amplo apoio de ambos os partidos — enviará uma mensagem essencial à Rússia, e ao mundo, de que Washington continua a apoiar a Ucrânia, ajudando a forçar Moscovo a negociar.
"Hoje, estamos um passo mais perto de concretizar a visão de Lindsey de uma paz duradoura na Ucrânia e fora dela", disse o deputado republicano Michael McCaul, do Texas — um dos principais autores da proposta —, durante a conferência de imprensa realizada após a votação na Câmara.Kiev aplaude
A Ucrânia aplaudiu esta quinta-feira a aprovação, no Congresso dos EUA, a lei que permite sancionar países que financiem o esforço de guerra russo com a compra de petróleo, como a Índia ou a China.
"É a resposta correta à recusa da Rússia em pôr fim ao seu terrorismo: pressão sem concessões sobre o agressor para privar de fundos a sua máquina de guerra", escreveu na rede social X o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha.
No texto publicado no X, o chefe da diplomacia ucraniana acrescentou que, com a adoção da lei na Câmara dos Representantes, "o Congresso dos EUA envia uma mensagem clara" ao presidente russo, Vladimir Putin, de que ele não pode continuar a guerra contra a Ucrânia sem consequências.
Sybiha agradeceu aos representantes de ambos os partidos dos EUA pelo apoio à iniciativa e expressou reconhecimento ao falecido senador Graham.
O projeto de lei — que prevê, pela primeira vez do lado americano, medidas contra a "frota fantasma" da Rússia — foi aprovado por 262 votos a 159 e representa a primeira ação significativa do Congresso dos EUA contra Moscovo desde o regresso do presidente republicano ao poder.
A legislação tem como alvo os setores da energia e da defesa da Rússia, bem como a sua "frota fantasma" de navios-tanque que contornam as sanções existentes, visando privar Moscovo de recursos utilizados para financiar a guerra contra a Ucrânia.
A proposta enfrentou resistência por também autorizar Trump a impor tarifas elevadas, até 100 por cento, sobre a China, a Índia e outros países para reduzir a sua dependência em relação ao petróleo e gás russos, além de alargar as sanções contra o Irão.Esta é a legislação mais significativa relacionada com a Ucrânia aprovada pelo Congresso desde que Trump regressou à Casa Branca e os republicanos assumiram o controlo de ambas as câmaras, em janeiro de 2025.
A lei proposta por Graham foi aprovada no Senado no mês passado, por 86 votos a 11 e com forte apoio bipartidário, depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se ter reunido com os legisladores para defender a sua aprovação e ter tomado a atitude invulgar de acompanhar uma votação processual a partir de um lugar no plenário.
O projeto enfrentou uma oposição considerável desde que Graham e dezenas de outros senadores o apresentaram, em abril de 2025. Trump demorou até julho de 2026 — dias antes da morte súbita de Graham, a 11 de julho — para permitir que os líderes republicanos do Congresso agendassem a votação.
"Isto significa muito para mim e significou muito para Lindsey", disse a senadora republicana Darline Graham — que assumiu o lugar do seu falecido irmão — numa conferência de imprensa após a votação.A Rússia iniciou a sua invasão em larga escala da Ucrânia em Fevereiro de 2022 e, desde então, os dois lados têm travado a guerra mais mortífera na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A medida visa também os setores russos da energia e da defesa, além de atingir o presidente russo, Vladimir Putin, e outras autoridades de alto nível.
Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem preferido, de um modo geral, manter o controlo sobre as tarifas e as sanções — ferramentas centrais da sua política externa — em vez de trabalhar com o Congresso na elaboração de leis.
O texto confere ao presidente norte-americano, o poder de impor tarifas alfandegárias até 100% sobre os cinco principais países importadores de gás e petróleo russos, incluindo a China e a Índia — uma disposição que poderia travar a aprovação da matéria.
Para os defensores do texto, o endurecimento das sanções contra a Rússia e os seus aliados — mesmo os indiretos — é necessário numa altura em que Moscovo intensifica os ataques contra a Ucrânia.
O projeto enfrentou a oposição dos democratas da Câmara, que alegaram que a medida concede a Trump poderes tarifários excessivos, que poderia utilizar contra os aliados dos EUA. Argumentam que Trump já possui a autoridade necessária para impor sanções à Rússia, mas optou por não o fazer.
Afirmam ainda que o projeto facilita demasiado a Trump evitar a imposição de sanções, bastando declarar que tal medida não serve o interesse nacional — um poder presidencial muito mais amplo do que o previsto na maioria das leis sobre sanções.
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que a legislação continha tantas lacunas que as sanções capazes de prejudicar a Rússia poderiam acabar por não ser aplicadas.
"O que esta legislação fará é dar a Donald Trump autoridade irrestrita para impor tarifas ao povo norte-americano", declarou o legislador de Nova Iorque ao anunciar que votaria contra a medida.
A aprovação do projeto na Câmara ocorreu no último
dia previsto para as sessões de votação antes das intercalares de 3 de
novembro.
No entanto, os defensores da medida afirmaram que o projeto de lei — uma iniciativa legislativa rara a ser aprovada com amplo apoio de ambos os partidos — enviará uma mensagem essencial à Rússia, e ao mundo, de que Washington continua a apoiar a Ucrânia, ajudando a forçar Moscovo a negociar.
"Hoje, estamos um passo mais perto de concretizar a visão de Lindsey de uma paz duradoura na Ucrânia e fora dela", disse o deputado republicano Michael McCaul, do Texas — um dos principais autores da proposta —, durante a conferência de imprensa realizada após a votação na Câmara.Kiev aplaude
A Ucrânia aplaudiu esta quinta-feira a aprovação, no Congresso dos EUA, a lei que permite sancionar países que financiem o esforço de guerra russo com a compra de petróleo, como a Índia ou a China.
"É a resposta correta à recusa da Rússia em pôr fim ao seu terrorismo: pressão sem concessões sobre o agressor para privar de fundos a sua máquina de guerra", escreveu na rede social X o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha.
No texto publicado no X, o chefe da diplomacia ucraniana acrescentou que, com a adoção da lei na Câmara dos Representantes, "o Congresso dos EUA envia uma mensagem clara" ao presidente russo, Vladimir Putin, de que ele não pode continuar a guerra contra a Ucrânia sem consequências.
The U.S. House of Representatives has passed the Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act.
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) September 17, 2026
The vote came at the very moment Russia launched another horrific ballistic strike on Kyiv and further attacks on Odesa.
This is the right response to Russia's refusal to end its… pic.twitter.com/6igUxbSyKs
Sybiha agradeceu aos representantes de ambos os partidos dos EUA pelo apoio à iniciativa e expressou reconhecimento ao falecido senador Graham.
"É o momento de todos os parceiros seguirem o exemplo com sanções adicionais: um embargo completo, a proibição total da entrada de combatentes russos, restrições totais à frota fantasma e sanções que bloqueiem totalmente o complexo militar-industrial da Rússia", disse também Sybiha.
c/ agências